GÊNERO E AGRICULTURA FAMILIAR: A (IN)VISIBILIDADE FEMININA NA LIDERANÇA DOS EMPREENDIMENTOS
Autores: Lélia Nogueira da Silva; José Gomes Ferreira; Winifred Knox.
Resumo
A agricultura familiar vem-se assumindo como alternativa à produção intensiva de alimentos, neste último caso característica do agronegócio exportador de commodities, conseguindo alcance ao ser equivalente a 23% de toda a produção agropecuária brasileira em termos de rentabilidade (IBGE, 2019), mas também ao aderir a práticas agroecológicas menos danosas ao meio ambiente, por exemplo, em termos de esgotamento do solo, de consumo de água e de menor recurso a agrotóxicos. A produção e venda através de circuitos curtos geram confiança junto do consumidor e evitam desperdício, reduzindo igualmente as emissões de gases de efeito estufa, como também promovem a cadeia produtiva local. A agricultura familiar garante igualmente a segurança alimentar das famílias produtoras, além de gerar emprego e renda. Nesse quadro, ainda que o Censo Agropecuário de 2017 não o expresse com tanta veemência, expondo um universo majoritariamente masculino, tem sido reconhecido o papel da mulher na dinamização dos espaços produtivos e de participação social. O artigo discute o tema da agricultura familiar a partir da revisão da literatura e análise dos resultados do Censo Agrícola no recorte da região do Brejo paraibano, microrregião da qual fazem parte oito municípios.
