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Universidade Federal do Ceará
Programa de Pós-Graduação em Avaliação de Políticas Públicas

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MULHERES QUILOMBOLAS: AGENTES ATIVAS EM DEFESA DE SEUS DIREITOS E DE INCLUSÃO NO MUNICÍPIO DE ITAPIPOCA

Autores: Cristiane Carneiro Mota; Maria Neyde Gomes Ximenes; Paulo Henrique Maciel da Silva

Resumo

Este artigo versa sobre as experiências de organização de mulheres pertencentes a uma comunidade quilombola, no município de Itapipoca/Ce, com recorte do Programa de Residência Multiprofissional em Saúde da Família e Comunidade da Escola de Saúde Pública do Ceará (ESP-CE). ATUAÇÃO DA RESIDÊNCIA MULTIPROFISSIONAL NA COMUNIDADE QUILOMBOLA DE NAZARÉ NO MUNICÍPIO DE ITAPIPOCA-CE. A análise contempla questões referentes às relações de gênero, raça/etnia e política pública. Como objetivo de fortalecer as lideranças femininas quilombolas na continuidade nas suas organizações sociais e familiares junto à comunidade, além conhecer a rede municipal que as mulheres quilombolas encontram para aquisição de políticas públicas para sua comunidade e despertar as novas lideranças através de oficinas no território. Tem como metodologia relato de experiência, com abordagem descritiva que demonstra o cotidiano destas mulheres na defesa de direitos e garantias à comunidade, as relações interculturais com oficinas com mulheres quilombolas, aconteceram de julho a novembro de 2023, totalizando em 5 meses, 10 intervenções, com encontro quinzenal, em alguns encontros participaram profissionais do município (Assistente social, odontólogo) outros residentes de outras ênfases/componente. Contribuindo para marcadores históricos de organização social e familiar que orientam seus papeis ocupacionais nesse contexto. A incessante luta pelos os direitos e inclusão das populações quilombolas no território é uma constante que está dando frutos, mas a resistência política e a defesa de políticas públicas para a nossa etnia devem continuar. A invisibilidade a que por muito tempo foram relegadas contrapõe-se a seu real protagonismo, às mulheres negras quilombolas estão conquistado o seu espaço, construindo estratégias para a mudança de paradigmas e dando a essa etnia o seu verdadeiro lugar na sociedade. Esta experiência foi ímpar e essencial para a aquisição de conhecimentos, compreender as singularidades, dificuldades e necessidade coletivas, resta relacionar as conquistas e assegurar novos desafios, pois a luta continua.

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